quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Torva_Débora Damaceno

Torva-me pelo peito aberto
Não mais pelo encanto
perdido em alento,
em meio ao consolo
de não mais perder-te,
por amar-te
em arrimo,
em sossêgo./

Prende-me pela mão
que atormenta
Pelo seio amoroso
do teu dorso caído,
sofrido, amargurado;
silente em deleite
da tua mais perfeita
esperança./

Resta-te por pertencer-te
Em meio a rodeios, devaneios,
insólita agonia. Porém,
quando renasceres,
pondera e realiza que
és o que és agora
porque um dia tudo
esteve destruído.

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